Quando devemos pedir perdão a igreja!?


Até quando alguns líderes eclesiásticos irão insistir em seguir certos rituais sem nenhum argumento bíblico suficiente.
Alguns crentes não são mais tão leigos em certos assuntos doutrinários, ao ponto de não saberem onde, quando e como agir em determinadas situações que venham envolver a sua vida pessoal diante de Deus ou o seu lado inclusivo em uma comunidade, seja ela de nível secular ou eclesiástica.
O assunto em questão envolve o perdão; que dentro deste contexto fala de pedir desculpas ou buscar absolvição por alguma pena, infração, falta ou dívida acometida. Este é um caso muito complexo e pode envolver vários lados da vida moral e espiritual do homem, seja ele em níveis pessoais ou interpessoais. Por isso fica aqui registrado a minha indignação contra tais homens que se auto-intitulam “homens de Deus”, ao tratarem de um assunto tão delicado com tanta audácia e atrevimento, desrespeitando o lado moral social e espiritual do ser humano. Tais pastores arrebitados e repolêgos, que mais parecem senhores feudais do que pastores e presbíteros precisam descer de sua vidamas, e reconhecer o erro que estão cometendo contra a vida de muitos irmãos em Cristo, ao lhe induzirem com errôneos argumentos bíblicos, fazendo-os irem a frente de uma reunião de crentes em Jesus Cristo e se exporem ao vitupério, ao absurdo e ao contra-senso, quando pedem o perdão mediante a apelação do líder eclesiástico. Os humildes irmãos assim o fazem por questões biblicamente ínfimas e sem importância. Todavia não quero menosprezar o que a bíblia diz sobre o perdão quando há envolvidas uma ou mais pessoas em relação ao outro. De acordo com as escrituras, se um irmão em Cristo comete algum erro ou delito que venha colocar em dificuldades a sua relação com Deus, a priori é: reatar o relacionamento com Deus, pedindo-lhe perdão através da pessoa de Cristo; porque,


“Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda injustiça. (1 João 1:9)”.

Quando falamos em pedir perdão à igreja, o único apoio bíblico que encontramos são alguns, como estes:

“E, por isso, se a comida serve de escândalo a meu irmão, nunca mais comerei carne, para que não venha a escandalizá-lo” (1 Coríntios 8).

“É bom não comer carne, nem beber vinho, nem fazer qualquer outra coisa com que teu irmão venha a tropeçar [ou se ofender ou se enfraquecer]” (Romanos 14; 21).

É claro, isto também envolve a consciência (Faculdade de estabelecer julgamentos morais dos atos realizados) do nosso irmão, como Paulo explica em 1Coríntios. Mas se formos levar em consideração algum delito que venha gerar escândalos na comunidade da qual fazemos parte, faz-se necessário uma retratação e um pedido de perdão ou desculpas, pelo fato de aquela comunidade ser regida por princípios morais e espirituais, que, eventualmente foram violados. No entanto, a expressão ESCÂNDALO tem o sentido de [Do lat. Scandalu <>. Aquilo que é causa, ou resulta de erro ou pecado; Aquilo que perturba a sensibilidade pelo desprezo às convenções ou a moral vigente; indignação provocada por um mau exemplo, ou ação vergonhosa, leviana, indecente; Desordem, tumulto, cena, alvoroço, escarcéu; Grave acontecimento que abala a opinião pública; fatos imorais, revoltantes].

Levando em consideração o significado supracitado, eu acho que seriam necessárias infrações mais contrarias a moral, do que situações tão inócuas como o simples fato de o irmão estar impossibilitado de congregar por alguma casualidade. E alguns ainda têm a cara de pau de citar a Bíblia afirmando ensinamentos de Jesus preceituando que, “Aquele que não come da minha carne e não bebe do meu sangue, não tem parte comigo”.Eu não encontrei, em tal texto nos evangelhos, uma interpretação tão literal, pois eu percebo que Cristo estava falando de um conteúdo muito mais profundo e espiritual do que literal. Eu entendo que Ele estava falando de toda a sua vida e seu conteúdo como sendo o nosso alimento diário, a nossa razão e meio de viver; e, se não fizéssemos isso, não teríamos parte com Ele.

Eu não posso conceber e considerar todos os ensinamentos de Jesus como sendo ordens ou determinações doutrinárias literais; se não eu teria também que aceitar e tomar como praticidade de vida em comunidade o sentido literal e não espiritual de João 13, quando um diálogo de Jesus com Pedro se desenrola bem assim:

“Disse Pedro: Nunca me lavarás os pés. Respondeu Jesus: Se eu não te lavar, não tens parte comigo”.

Então irmãos, se todas as vezes que nos reunirmos, não sairmos “literalmente” tirando os sapatos de quem estiver dentro do Templo e lavando os pés uns dos outros, é bom começarmos já, pois este preceito não vem sendo realizado em nossas igrejas, logo, “Não estamos tendo parte com Cristo”, e conseqüentemente, “A vida eterna”. Faz-se também dizer de passagem que, este ato de lavar os pés é seqüencial ao da Santa Ceia, logo se temos que seguir tudo bonitinho como manda o figurino; então, é bom os senhores pastores e líderes de congregação sairem colocando os pés de todo mundo dentro da bacia com água e sabão; e só participarmos da Santa ceia quando os pés de todos estiverem limpos ou “lavados”!
Agora eu deixo aqui algumas interrogações: É a santa Ceia um memorial ou um meio de salvação? A Santa Ceia e a Salvação são inerentes? (A primeira levando em consideração o sentido literal do “Não tens parte comigo”). E se um irmão não é digno de tomá-la por questões triviais ou simples, sem antes participar do ritual do perdão (digo isto com conhecimento de causa), então que medidas tomar em relação àqueles que “comem e bebem indignamente?” (1Coríntios 11). Na verdade, o “pedir perdão” é algo muito significativo e complexo para se ter a necessidade de ir à frente de um aglomerado de pessoas em busca dele, induzido por citações textuais imaginadas e verberações de um líder espiritual patético, sem nenhuma formação que lhe dê condições de fazer uma exegese correta de texto. A bem da verdade alguns irmãos são verdadeiros títeres nas mãos de homens tão dissimulados e hipotéticos.
Senhores pastores e líderes eclesiásticos que ainda fazem uso de meios tão grotescos e ultrajantes, rogo-vos pela compaixão de Deus que retornem as escrituras e busquem nela os meios corretos para agir em tais circunstâncias, para não incorrerem mais em tais equívocos!
Quanto aos irmãos desavisados e incautos na fé, sejam mais nobres como os bereianos, buscando examinar as escrituras, para ver, se de fato, o que ensinam passam pelo crivo da verdade! (At.17; 11).
Este é o meu clamor, o meu reclame, a minha crítica, o meu apelo.

ex toto cORDE

4 comentários:

Regiane Cristina reis disse...

Obrigado, me ajudou muito.

Nazaré Ferreira disse...

Boa tarde!
Excelente! POrém a COR da fonte não permite uma leitura de qualidade....

Roberto Damasceno disse...

Gostei muito, mas a cor do texto não é a ideal para uma leitura, recomendo alterar.

NEWS MeM disse...

Poxa irmão melhora essa letra ae ..